
(Foto de Maria Mcginley Photography)
Deixo-te crer
Que me possuis aos punhados...
Toada que entoo
Carme que de cor recito
Para enganar tolos!
Pensas que te pertenço
Mas o verso é inverso
Acerta a hora, ó crédulo
Remonta o pêndulo
Ouve alto, o que baixo penso
Avonde de vida
Bíbulo de morte
Sou Terra
E tu és quem?
Ninguém! Ninguém!
És carne da minha recolta
Que vai, mas o tempo é curto e logo volta
Nem que grites, esperneies de revolta
E com a saliva
Já a babar um Pai nosso
Te roerei osso a osso...
(Carmen Cupido)