
(Multidão de Pedro Charters de Azevedo)
Paro.
Desligo o autómato que trepou
Nos últimos grãos de vontade
Que ousaram germinar entre os rasgões
Da minha alma.
Penso.
Reanimo a Anima
O ser embrionário do Eu
Que se enfezou no ir com a corrente.
Elevo-me.
Mais alto do que a massa uniforme
Abandono o trilho da Maria vai com os outros
Respondo ao apelo urgente de não ser igual
Ser diferente.
Que se incendeie esta mata disforme
Onde corpos sonâmbulos, ocos, deambulam
E renascerei, de entre as cinzas e escombros
ÚNICO!
(Carmen Cupido)