
(Multidão de Pedro Charters de Azevedo)
Paro.
Desligo o autómato que trepou
Nos últimos grãos de vontade
Que ousaram germinar entre os rasgões
Da minha alma.
Penso.
Reanimo a Anima
O ser embrionário do Eu
Que se enfezou no ir com a corrente.
Elevo-me.
Mais alto do que a massa uniforme
Abandono o trilho da Maria vai com os outros
Respondo ao apelo urgente de não ser igual
Ser diferente.
Que se incendeie esta mata disforme
Onde corpos sonâmbulos, ocos, deambulam
E renascerei, de entre as cinzas e escombros
ÚNICO!
(Carmen Cupido)
Minha querida
ResponderEliminarUm belissimo poema, amei ler.
Que se incendeie esta mata disforme
Onde corpos sonâmbulos, ocos, deambulam
E renascerei, de entre as cinzas e escombros
Lindo
Beijinhos
Sonhadora
Parabéns Carmen!
ResponderEliminarNota-se a destinção!
Belo poema!
Por vezes incompreendida, mas procuro tambem ser um pouco "diferente" num mundo de iguais...
E logo cada ser é unico!
...
Muito obrigada pelas bonitas palavras que deixa sempre no meu humilde cantinho.
Nem sabe como estimo, o saber que gosta do que escrevo.
Bjs dos Alpes do lado de cá...
Que assim seja, Carmen! ;)
ResponderEliminarObrigada pelas visitas e pelos comentários generosos, minha cara! É sempre um prazer "recebê-la".
Abraços,
Lou
Belíssima poesia, muito rica, muito viajante, muito surreal, deliciosa de ler.
ResponderEliminarGrande abraço e sucesso!
Oi, Carmen!
ResponderEliminarHoje vim conhecer o seu outro blog e fiquei igualmente encantada.
Já disse que não sei poetizar porém sou intensa apreciadora de poesias.
Quanto ao seu poema (Multidão) direi sucintamente que o achei de uma beleza asfixiante.
Beijos,
Inês
Renascer ÚNICA e IMPARÁVEL... é essa a urgência do grito... se um icebergue conseguiu desagregar-se de uma parte, então nós podemos também fazê-lo, mas neste caso para o bem...
ResponderEliminare aqui a escrita se faz... igual a si mesma nesses imensos olhos claros que devoram a vida por fora dentro...
bjú