
Porque te demoras, Amor?
Porque não vens?
Em que louvor de verso
Em que planeta reverso
Te perdes, te reténs
Qual o astro que encavalgas
Sem jamais descer
Ao chão da vida a decrescer
E o tempo a matar; E o Amor a morrer...
E o tempo a matar; E o Amor a morrer...
Demoras,
Para além das horas
Para além da dor, Amor
E já que não vens à curva do desejo
Onde eu te espero, onde eu te quero
Berrantemente beijo
A palavra em que te vivo e te invento!
(Carmen Cupido)