
Toma o meu corpo, Amor
E desculpa a hóstia amarga
Desta massa sem jeito
Oxalá tuas mãos, Amor
Lhe dêem o jeito
Das flores que me bailam no peito
Oxalá teus olhos, Amor
Passem sem ver a carne disforme
Para somente reter a luz
Que nas formas se funde
Dou-me, num abandono nu
E o vestido é tão cru
Que não se adivinha
Que o seio pendente é afinal uma estrela cadente
Que a coxa grossa e colada é planície semeada
E a barriga redonda, ai Amor é onda
Pronta a enrolar-se...
Sabes, Amor
Que nesta hora, até o arrepio cora
Nos poros, na pele; e o corpo ora
Porque não tem onde
E a carne, onde se esconde?
Toma o meu corpo, Amor
E desculpa a hóstia amarga
Desta massa sem jeito
Dou-te tudo de mim, Amor
A pureza, o sol, o fruto, o sabor
Tudo o que tenho
E se de mim medires o tamanho
Que seja só o do coração!
(Carmen Cupido)
...e assim, escalar pétala a pétala até ao beijo em flor...
ResponderEliminarBeijinho
João
Olá Carmen,
ResponderEliminarDo fundo da minha gaveta, sacudo o pó de um poema...
Um segredo na palma da mão...
Moldando os sentimentos...
Um coracão do tamanho do mundo...
Cereja no topo do bolo...
Massa tenra...
De onde me fizeram Mulher...
Esculpindo ao de leve as coberturas...
Que a idade vai desnundando...
...
Bjs do outro lado dos Alpes
Minha querida
ResponderEliminarHoje estou passando apenas para te oferecer com todo o carinho o meu selinho de 400 seguidores, que foi feito pela amizade.
beijinhos com carinho
Sonhadora