segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Abraça-me

















(desconheço o autor da imagem mas apelo a quem conheça
porque todo autor merece ver reconhecido o seu trabalho)

Abraça-me,
Como nunca, como ninguém
Faz dos teus braços
Um baloiço de laços
Que me embala
Quando o medo vem

Lá fora, o mundo
Parece ter perdido o fundo
E sem chão, meus pés
Caminham a lés
Perdidos da estrada, perdidos da fada
Que me guiava...

Abre-me teus braços
Recolhe os pedaços
Das asas que parti
A voar à toa por céus baços
Beija-me a ferida
Quero voltar a casa, ando perdida

Abraça-me,
Como se teus braços fossem
Um boca à boca que me salvassem
Do ar impróprio, incasto
Do mundo que é vasto
Ai Deus que morro, não respiro
Na garganta, agonia-se-me o último suspiro

Abraça-me,
Apaga, ao dia, a luz
Arranca-me a cruz
Que me pesa no peito
E faz dos teus braços o leito
Onde à noite, guerreira cansada, me deito!

(Carmen Cupido)

3 comentários:

  1. Belíssima poesia, muito sensível, emotiva.
    Grande abraço e sucesso!

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  2. Calou bem fundo
    este pedido d´abraço
    do tamanho do mundo.

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  3. Olá Carmen,
    Ainda que não tenha este a cor que pretende...
    Deixo um Abraço!

    E bjs do lado de cá dos Alpes

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