(Desconheço o autor mas apelo a quem conheça... porque cada autor
merece ver reconhecido o mérito do seu trabalho!
Foto encontrada aqui: http://fotos.sapo.pt/EQycmOYzbmAr5bZ1av96/)
Um rato, coisa pequena
Ligeiro como uma pena
Cava a montanha
Escava com garra
É muita a desgarra
Mas a obra é tamanha
Não desiste
Ofegante, insiste...
Com unhas em guerra
Lá vai perfurando a terra
Avançando de manso
Exausto, mas sem descanso
No cândido ardor
Do labirinto que traça, ai o gigante labor
Nem olha os cristais
Passa indiferente ao minério
Para quê riquezas tais?
Se procura um bem maior, o mistério
Do ventre da Montanha!
(Carmen Cupido)
Minha querida
ResponderEliminarQue belo poema, adorei e a imagem também.
Beijinhos
Sonhadora
Quando as riquezas se tornam supérfluas...
ResponderEliminarE o mistério...o desconhecido nos apela a escavar...na montanha da vida...na montanha de cada um de nós.
Bjs dos Alpes...
Isto é Sabedoria!!! A sua Sabedoria em conduzir palavras é já a montanha em si descoberta. Mas, esse rato, apenas quer o Fogo da Terra, esse Ventre que está para lá do Cristal, do Metal antes destes as rochas e a argila... Centro da Terra, lugar que nenhum homem conseguiu ainda lá mexer... Fogo da Terra que fabrica todos os metais do mundo, todos os diamantes...
ResponderEliminare o fogo da água; o fogo do ar; o fogo do fogo?? onde estarão todos esses???
GRANDE POEMA este o seu... a INSPIRAÇÃO não lhe larga!!!
Bjú de moi pout toi... risos
No seio ou no céu?
ResponderEliminarai não, o anjinho…
Fosse eu ratinho
e o lugar era meu!
Beijinho
João
Imagem e metáfora se unem até o âmago. abraço
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